sábado, 22 de dezembro de 2012

O labirinto


O labirinto têm corredores estreitos com lindas rosas cobrindo o chão e as paredes, a cima está o céu azul com nuvens e todas as vezes que seguimos pelos corredores, a nossa pele se corta, das poucas vezes  que chove, essa água cristalina limpa os ferimentos e a alma, aliviando-nos de todas as dores provenientes dos cortes.

Em nossas mentes, sentimos que estamos em um labirinto cheio de espinhos, arames farpados e tudo que possa cortar a nossa frágil pele humana, todos os caminhos que seguimos cortam, ferem, mutilam, perfuram carnalmente e sentimentalmente, mesmo assim continuamos em frente, em busca do caminho correto. Todos os caminhos seguidos são idênticos, porém, seguimos com o coração e este nunca nos leva ao mesmo cominho, mas como sabemos?

A resposta para esta pergunta é simples. Conforme nós nos aventuramos por estes caminhos estreitos, as rosas vão mudando quase que imperceptivelmente sua tonalidade, vão ficando mais vivas e mais cheirosas.

O sangue que jorra ao chão e nas paredes, caem dentro de uma taça de cristal, todas as vezes que adentramos em um corredor de superfícies cortantes, nosso sangue vai para esse recipiente. Uma mulher segura esta taça logo abaixo do labirinto. Ao coletar uma quantidade significativa de sangue, ela leva a taça à boca e ao tocar a taça nos lábios e o sangue na língua, ela não sente o sabor e o cospe, entornando tudo em qualquer lugar e mal ela sabe que respirando pode sentir gosto, mas ao invés disso ela prende a respiração e por tanto não sente o sabor.

O labirinto parece ser infinito, o caminho é doloroso de mais, mas algo dentro de nós nos faz ter forças para continuar e não desistir nunca. Algo maravilho espera no final ou no meio do caminho.

A todos os momentos ela prova este sangue e de pouco em pouco ela sente um leve sabor quase que insignificante, mas que nunca para de prova-lo e avalia-lo.

Celso Moreira Jacinto
22/12/2012

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