Não preciso ir a praia,
para sentir o vento roçar a minha pele, ou de escutar o tinir das ondas
chocando-se contra o litoral, ou de ouvir pessoas murmurando pelo caminho, ou
ainda, aos ruídos dos automóveis e enfim poder tocar a areia.
Pois estado em sua presença, consigo sentir o
vento refrescante, que adentra a janela suavemente, junto ao ruído do mar que
toca sensivelmente meus tímpanos, os múrmuros dos indivíduos, são meus
pensamentos “falando” tudo ao mesmo tempo, de como sua presença é muito benevolente,
os ruídos automotivos vêm da música na qual escuto neste momento e você é o
plano, a areia que me mantem em pé, sempre firme e forte.
(Celso Moreira Jacinto)
28/11/2012