Dedico este texto a minha amiga Thatiana Pereira que muito
tem me apoiado nos momentos tristes e alegres da vida.
A lua está majestosamente bela em destaque no céu escuro,
cheio de nuvens, porém muito iluminado em sua forma cheia e graciosa.
Comecei a prestar atenção a todos os detalhes tidos em
volta. Ao fundo podia-se ouvir, quase que raramente, um automóvel passando, o
som dos aparelhos de ar ligados da vizinhança ecoavam por todos os lados, o
vento refrescante trás consigo um cheiro um tanto inusitado para uma cidade
grande a beira do litoral, um cheiro de grama molhada, é possível se ouvir
quase que imperceptível o som emitido pelos morcegos, que por sua vez, dão vida
a noite, o brilho da lua ilumina o céu e a tudo onde sua luz pudesse tocar.
Ao me deparar com tal beleza, senti uma vontade
descontrolada de chorar e meus olhos se encheram de lágrimas, não consegui
conter tamanha emoção por este momento inesquecível.
Lembro-me das raras vezes que pude admirar o céu a noite
estrelado ou como o descrito acima, sempre fui apaixonado pelo universo e tudo
o que o compõe. A última vez que pude olhar o céu estrelado com poucas nuvens
ao som do quebrar das ondas, foi em uma casa de praia na qual peguei uma
cadeira reclinável, apaguei as luzes, deitei e simplesmente contemplei o que
via e ouvia, chegando a certo momento que pude perceber o movimento giratório
da Terra.
Ao olhar atentamente para a lua, percebo um brilho de mesma
intensidade a sua esquerda, vejo então que se trata de uma pequena estrela, na
qual não se intimida por ser tão inferior ao tamanho da lua.
Não importa o quão distante estamos um do outro, não importa
nossos tamanhos, não importa nossas formas ou a situação na qual estejamos,
pois quando amamos um ao outro, o brilho do nosso amor é igual, nitidamente
visível por nos e por todos ao nosso redor com a mesma intensidade, como a
estrela e a lua.
Celso Moreira Jacinto
01/12/12
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