domingo, 1 de setembro de 2013

O olhar

Olho atentamente para uma mulher que está sentada no sofá sozinha em uma festa, esta mulher é de uma beleza invejável, mas por alguma razão estava sozinha e de cabeça levemente abaixada, esperei para ver se alguém iria até ela, mas todos simplesmente a ignoravam, me aproximei para saber o motivo e ela me olhava com aquele olhar de que precisava de alguém pra dar apoio, mas que não disse nada. Sentei-me ao seu lado, perguntei seu nome, mas ela não quis me falar, segurei a mão dela e a pedi que olhasse em meus olhos, ela levantou a cabeça devagar e pude ver claramente o que ela tinha, seus olhos castanhos claros eram lindos e combinavam com seu cabelo castanho claro, ao nos olharmos, ela sentiu-se mais segura e eu senti que precisava dar ela um pouco do amor que tenho.

Levantei-me e pedi que não soltasse a minha mão, a chamei para sair da festa e ir a outro lugar, ela se levantou e veio comigo, nos direcionamos para o carro. Durante o caminho perguntei se ela havia ingerido alguma bebida, ela disse que não tem o costume de beber e me retornou com a mesma pergunta, respondi que não, pois estava de carro. Por alguns segundos enquanto parado no sinal vermelho, pude observar sua face perfeitamente maquiada, seus olhos bem desenhados com o lápis de olho de tom cinza escuro, esfumaçado com o algodão em seu entorno, com uma sombra sobre a pálpebra móvel estando homogênea com a cor do lápis, por fim a parte interna dos cílios inferiores estava bem traçada com uma cor mais escura e seus cílios superiores e inferiores estavam com rímel de um tom mais escuro.

O sinal abre, ela me pergunta pra onde estamos indo, respondo que vamos pra minha casa de praia, onde é um lugar bem tranquilo para conversarmos sobre qualquer coisa, para nós nos divertimos mais do que aquela festa parada, para vermos um filme, fazer qualquer coisa que quiséssemos, ela me responde que tudo bem. Seguimos viajem para minha casa, já era noite, o tempo estava estável, o céu bastante estrelado com uma linda lua cheia no céu que iluminava o caminho.

Chegando a frente da casa ela me pede para parar o carro ali mesmo, a uns cem metros da entrada, que ela queria ir andando para sentir o vento, escutar o mar, olhar o céu e irmos conversando até a porta, fiz o que ela pediu, segurei na mão dela e fomos apreciando o ambiente até a entrada. Abri a porta, ela me abraçou firme, como se agradecesse por tê-la tirado daquele lugar, deixando-a feliz e segura, retribui o abraço.

Ao me distanciar um pouco mais sem sair do abraço, reparei em seus lábios, não eram pequenos, mas também não eram enormes, eram de tamanho normal. Estavam na cor ameixa (não muito claro, mas também não muito escuro), estava tão bem feitos que se podia ter uma ideia de como foi processo, primeiro ela deve ter usado lip blam nos lábios, depois passou um corretivo entorno, pó facial, contornou os lábios com um lápis da cor do batom, fez o preenchimento, os detalhes nos cantos da boca, preencheu com o batom, deu uma retocada, limpou, apagou e finalizou, me encantei tanto com os lábios dela que deixei-me levar e acabei a beijando (tudo em segundos, após o abraço).

Ela não se afastou e nos beijamos, pude então sentir o calor dos lábios dela tocar o meu, sentir cada toque, cada movimento, cada músculo da minha face se mover, inclinei minha cabeça levemente para um dos lados e pude senti nossas línguas roçando uma na outra carinhosamente, explorando a boca um do outro sem pressa.

É incrível que quando estamos nos beijando, nossos braços e mãos já “sabem” o que fazer, nossos corpos ficaram bem juntos, nossas mãos foram tocando cada parte de nossos corpos, dando mais prazer ainda ao momento. O beijo é uma hipnose profunda que nos permite a tirar a camisa, o sutiã e as calças sem acabar com o clímax. Começamos então a nos acariciar, no pescoço, nos ombros, nos seios, nas costas, na barriga, na cintura, nas nádegas e aí tiramos a última peça de roupa. Ainda nos beijando, as pernas também já “sabiam” o que se fazer, nos direcionamos para o sofá cama da sala.

O beijo que começou na boca, agora começa a descer carinhosamente pelo pescoço dela, desce bem devagar para os seios, para a barriga, para o umbigo e para a vagina, deixando-a muito excitada e bastante animada. Começo um retrocesso pelo corpo dela até alcançar seus lábios e ela faz o mesmo comigo em um processo bem demorado. Nossos órgãos genitais se tocam, se acariciam, aumentando o prazer, o jogando nas estrelas. Após atingirmos o orgasmo, nos mantivemos no sofá e começamos a trocar carícias, palavras carinhosas, beijos e abraços por muito tempo até adormecermos abraçadinhos.

O sexo feito com amor desde o inicio é feito com muita sabedoria e não de qualquer jeito, quando feito com amor tudo fica mais gostoso, mais prazeroso, não basta chegar ao orgasmo e sai correndo, tem que dar continuidade e curtir o momento.

Ela me acordou dando beijos no rosto, abri meus olhos e a abracei forte dando beijos nela também, nós nos levantamos, fomos tomar um banho juntos para revigorar e para podermos iniciar ao nosso dia ensolarado.
Tomamos nosso café da manhã, fomos para a praia curtir o dia juntos.

O sol estava em seu ápice, neste céu azul claro de poucas nuvens brancas, o vento que vinha do oceano era bastante refrescante, as gaivotas ao fundo pescando e cantando davam uma sensação de tranquilidade, o vento balança os galhos dos coqueiros levemente, o som vindo das gaivotas, do balançar dos galhos, do quebrar das ondas e o som do atrito da areia com a mesma passavam uma paz profunda ao ambiente e como já estávamos de férias, ficamos ali mesmo na casa de praia, as férias inteiras ficamos nos conhecendo melhor e no final demos início ao namoro.

Um beijo sem amor não é a mesma coisa que um beijo com amor! Saiba diferencia-los.

Amo-te, minha menina dos olhos castanhos.

Celso Moreira Jacinto 
29/11/2012

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