sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Fronteira Final




Ver o horizonte é umas das paixões que tenho e admiro muito. Para muitos, um lugar distante, sem esperança de alcançar, impossível, vai morrer tentando, o fim. 

Parar na beira da praia sobre o guarda-sol, sentando na cadeira e observando o encontro do céu com o mar ou no alto de uma montanha ver a terra encontrar-se ao céu e as nuvens é algo que deve ser sentido com cada parte do corpo, principalmente com o coração de olhos fechados. É uma visão sensacional de arrepiar-se todo e sentir a vida pulsar mais forte. 

O horizonte mais belo de que me recordo é durante o pôr-do-sol abordo de um avião, sobre as nuvens brancas o céu azul a cima, o sol amarelo no centro e em volta misturado às nuvens à cor laranja. É de se emocionar, de sair lágrimas de felicidade e poder sentir que ainda estou vivo.

A sensação de que não tem fim é para inspirar a querer sempre mais, de nunca hesitar em desistir, de buscar sempre, a vida chama, pulsa dentro de nós e nos inspira a ir além do que achamos ser capazes.
O horizonte certamente foi feito para nós nos lembrarmos de que tudo é longe, mas nossa vontade de chegar lá é maior.

Celso Moreira J.

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