Era uma noite calma, sem barulhos, o vento balançava os
galhos das árvores e somente ouviam-se os ruídos da noite.
Acordo com um uivo de cachorro, acordo sentado no banco
perto de uma guarita do condomínio de casas, a noite era muito escura, as luzes
dos postes do condomínio piscavam e outras estavam queimadas, levanto e começo a procurar
o cachorro. Cada vez mais que eu ia procurando-o, as luzes iam se apagando
pouco a pouco. Sento no banco em silêncio para tentar entender o que eu fazia ali,
ainda sem saber o motivo, escuto uma série de latidos e rosnados, o som foi se
aproximando cada vez mais até que ficou tudo em completo silêncio.
Sem poder enxergar muito a minha volta, fico com medo e
muito assustado, pois não sabia onde estava o animal, a porta da guarita estava
trancada e eu estava ali em pé com medo sem saber o que fazer.
O vento começa a se intensificar até poder ouvir um som meio
assustador, parecido com um assovio mais grave, os latidos começam novamente e
os portões parecem estar sendo sacudidos por algo.
Assim que os latidos seção, escuto algo perto do portão
pisar forte sobre a grama indo em direção contrária a minha, o cachorro fica
rosnando bem baixinho e eu sem ter para onde correr, fico olhando atentamente
para onde o som dos passos vinham. Vejo a silhueta de uma pessoa em meio à
escuridão, olho para os lados procurando o cão, pois seu ruído vinha do meu
lado, mas que não havia nada a minha volta.
O ser dispara a correr na direção das casas, eu corro atrás
o mais rápido que posso mais essa pessoa ou seja lá o que seja, era muito mais
rápida e pulou o muro da casa, o muro tinha um metro e meio de altura e a casa
na qual entrou estava vazia por três anos, eu conseguia ver a parte da frente
da casa e o jardim malcuidado gigantesco pela pouca luz emitida do poste que
ainda estava piscando.
Sem entender nada, me vejo dormindo de bruços com um dos braços
com um dos braços acima do travesseiro e o outro em baixo da barriga no meu
quarto atual, de repente eu estou no meu corpo, como se minha alma tivesse saído
e voltado para o corpo.
Enquanto dormia tranquilamente, escuto a voz de uma mulher
velha sussurrar algo com ASS.., consigo apenas abrir os olhos, mas não
conseguia mexer o corpo. Sinto algo pular na cama e a vir em minha direção e
para perto da minha cintura, vejo um gato com olhos brilhosos me encarando, ele
se abaixa próximo a minha mão e da uma mordida forte em meu indicador, o gato
se projeta para cima do meu rosto com um movimento muito rápido e desaparece
soltando um miado agressivo. A voz da mulher volta mais alta e diz as mesmas
palavras ASS.. e eu ali apavorado sem saber o que fazer, pensei em gritar mais
não conseguia mexer nada além dos olhos.
O quarto estava escuro, mais escuro que cor preta no escuro e eu só conseguia ver o gato, por que o mesmo se aparecia para mim.
O gato apareceu mais duas vezes e me mordeu em ambas, pensei
logo que tinha uma assombração em meu quarto e logo em seguida já pude me
mover, quando me viro, escuto uma respiração forte de algo grande parado na
porta do lado de dentro do quarto, vejo a silhueta do cachorro e sua cabeça
estava voltada para mim. Ainda muito assustado com tudo o que estava
acontecendo, pulei da cama no intuito de acabar logo com isso e fui para cima
do animal, segurei-o firme pelo pescoço e o esmurrei violentamente contra o
armário e a porta. Pensei em fazer muito barulho para acordar a minha família,
mas nada adiantou.
Acordo deste sonho gritando baixo, ah ! ! ! (no sonho
parecia que estava gritando mesmo, mas quando acordei, estava falando), tremendo,
com muita vontade de chorar e correr para o quarto dos meus pais buscar
proteção, isso foi as 03h e 57min da amanhã de segunda.
Chamei por Jesus Cristo várias vezes, orei até me sentir bem
e ver que foi um pesadelo, um pesadelo na qual nunca tive como este.
Por alguma razão que não sei explicar, o cachorro em nenhum
momento me atacou ou me mordeu quando o agredi e por alguma outra razão que
também não sei explicar, o ser que me atormentava sumiu com a chegada do
cachorro.
Acredito que seja meu guardião.
Celso Moreira Jacinto
19/02
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